O novo presidente eleito do PT na Bahia, Éden Valadares, disse que o congresso do partido apontou que a legenda vai colocar à disposição da base aliada e da esquerda o nome da senador Jaques Wagner para candidatura ao governo em 2022, apesar de dele não ter essa intenção.

“Havia um processo de naturalização de que o PT não teria candidatura própria em 2022, de que haveria fadiga de material do PT. Que depois de 16 anos o PT estava proibido de apresentar candidatura. E o processo de eleição interna e nosso congresso apontam o contrário, que o PT está vivo, está forte. PT tem programa. Tem vitalidade política para apresentar candidatura. E o nome de Wagner unifica o PT. O próprio senador não está convencido disso”, disse.

De acordo com Valadares, um terceiro nome que seguiria a ideia de renovação que o PT defende, não tem tempo hábil para ser lançado daqui a três anos.

“Nós fizemos oito anos com Jaques Wagner, ele aponta uma renovação com escolha de Rui Costa. Aí hoje Wagner diz que temos que continuar esse processo de renovação. Terceiro nome que avance nesse projeto de renovação. Opinião coletiva do PT é que o PT hoje não daria tempo de construir esse novo nome, e nome que unifica o PT, unifica a esquerda e manteria a unificação da nossa base aliada é a do senador”, completou.

O novo presidente estadual da legenda no estado disse também que as alianças futuras não estão condicionadas ao “Lula Livre”, mas ponderou. “A força do PT e força dessa pauta está atraindo aliados que de saída não colocavam Lula Livre na sua agenda e hoje estão colocando. A importância da liberdade de Lula, temos atraído setores que de setores não estavam com a gente, não eram aliados do PT”, pontuou.

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Bahia Notícias / Foto: Paulo Victor Nadal