domingo, abril 21, 2024

Terremoto: Dimensão das perdas não será conhecida por “bastante tempo”

A dimensão das perdas em território turco e sírio, na sequência do sismo de magnitude 7,8 que afetou a região, não será conhecida por “bastante tempo”, revelou Margaret Harris, porta-voz da Organização Mundial de Saúde (OMS), em declarações à Sky News.

“Cada catástrofe é diferente. E, claro, o trabalho em curso para conseguir chegar às pessoas é extremamente importante”, explicou a porta-voz.

E acrescentou: “Não saberemos realmente a extensão destas perdas durante bastante tempo. E o importante é evitar que as pessoas que tenham ficado feridas ou tenham sido afetadas por isto também morram”.

Margaret Harris confirmou, ainda, os relatos que dão conta de que um bebé nasceu, efetivamente, debaixo dos escombros, dando conta de que a sua equipa presenciou o momento.

“Bebés nascerão nos próximos dias de pessoas que se estão a abrigar em carros, que se encontram em situações terríveis, e essa não é uma situação em que se queira que uma criança esteja”, explicou a porta-voz da OMS.

Além do mais, Harris quis destacar que a situação de saúde pública na região é, de facto, preocupante. “Há pessoas que têm doenças crónicas. Pessoas que são diabéticas e precisam de receber o seu tratamento ou pessoas que têm hipertensão e que, com o stress, podem sofrer um ataque cardíaco”, explicou.

“Portanto, toda essa assistência de saúde precisa de ser prestada rapidamente”, considerou ainda a representante da OMS.

Questionada sobre as análises que sugerem que o número de mortes pode chegar aos 60.000, Harris apontou: “Isso não é algo que possamos dizer que sim ou que não. O nosso trabalho é evitar que esses números atinjam o mais alto possível”.

De recordar que, na madrugada de segunda-feira, um abalo de magnitude 7,8 teve epicentro a 33 quilómetros da capital da província de Gaziantep, no sudeste da Turquia, nas proximidades da fronteira com a Síria.

A esse sismo seguiram-se centenas de réplicas – destacando-se, inclusive, um abalo de magnitude 7,6. De momento, contabilizam-se já quase 10.000 mortos em ambos os países.

Após ter conhecimento destes factos, a comunidade internacional uniu-se para demonstrar a sua solidariedade para com os países afetados, bem como para prestar apoio aos mesmos, ajudando-os a robustecer as equipas de resgate e prestando ajuda humanitária.

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